21 março 2006

O Jogo do "Parrolo"


Já sei que vou ter um amigo de 37 anos, especialista em demopsicologia á 45 anos que me vai cair em cima, mas pronto cá vai.
O jogo do “parrolo” só deve existir na minha aldeia, Guimarães de Tavares, é muito parecido com o jogo da malha mas em vez das chapas de ferro utilizam-se bolas de madeira.
Quem fazia boas bolas era o “tí Mudo que Deus-Tem”, bem redondas e nem muito pesadas nem demasiado leves. A melhor madeira para fazer bolas de “Parrolo” é a da figueira, mas não pode estar verde se não racha.
Quanto ás regras, jogam duas equipas, de dois ou três elementos cada, que colocam os “parrolos” (dois pau eguais aos do jogo da malha de 50/60 cms) á distancia que entenderem.
De cada vez que se consegue deitar abaixo o “parrolo” com a bola somam-se dois pontos, a bola que ficar mais próxima do pau soma um ponto, há quem “chinque” o “parrolo” e deixe a bola no x onde este se coloca – deixou a bola na cama, a outra equipa só pode tentar deitar abaixo o pau e deixar a bola também na cama, porque os três pontos já cantam do outro lado. Aos dez pontos a equipa que está a perder pode mudar um dos “parrolo” para onde lhe apetecer.
Quem chegar primeiro aos vinte pontos tem direito a uma rodada de borla.
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