09 fevereiro 2006

Munique - o terrorismo




Vi o filme Munique com algum receio, pois ontem na “Prova Oral” da Antena 3 esteve um crítico de cinema que se fartou de bater no Spielberg. Ouvi que o filme tinha sido feito á pressa para entrar na corrida aos Óscares, que não teve grande investigação, que tem uma visão pessoal dos acontecimentos de Munique, que o homem é antipático, etc… na minha modesta opinião não passa de dor de cotovelo, é moderno ser-se contra o Spielberg, o que os críticos gostam é de filmes que nem eles compreendem.
Quanto ao filme, é longo demais mas tenta dar uma ideia de como tudo aconteceu em Munique nos jogos olímpicos de Verão de 1972, quando um grupo terrorista rapta e assassina onze atletas Israelitas.
Gostei da forma como é apresentado, sem grandes heróis um filme frio e negro que está muito actual ainda que relate acontecimentos do passado. Com homens cheios de medos e ódio a vingar a morte de compatriotas e a comprar o passaporte para a morte pela vingança de outros - “olho por olho dente por dente”.
Eric Bana desempenha o papel de de Avner e fá-lo com grande qualidade, penso que merecia uma nomeação para um Óscar.
Em suma, eu gostei do filme (ainda que longo) e da forma escura como apresenta a violência e a morte, noutro filme qualquer sobre o mesmo tema, teríamos um herói a matar os maus, neste, aparecem-nos homens que matam porque lhe mandam e esperam encontrar uma razão para o que fazem. Matar um terrorista é um acto de terrorismo, toda a gente têm direito a um julgamento.
A grande discussão que tem gerado Munique – se o realizador é a favor ou contra o terrorismo tem uma resposta obvia - nada justifica a morte.

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