05 junho 2007

Amigos do rio - 20 anos

No pretérito Sábado voltou-se a realizar o grande encontro dos amigos do rio e, eu como tinha prometido pedi desculpa ao fígado e à riqueza dos meus cristais do dedo grande. Passei por Lamego com a rapaziada dos Juniores onde, graças a um homem cheio de medo dos calhaus, perdemos 3-2 após estarmos a ganhar 2-0 , mas isso são contas de outro rosário. Apanhei o amigo Lima na Régua e zarpámos na direcção da aldeia de Capeludos. Seguimos pela estrada de terra e num instante já estávamos á beira do rio Tâmega a montar a nossa casa para um curto sono matinal do dia seguinte.

Após a montagem da barraca (que é daquelas muito rápidas) já com as gargantas secas pelo pó da estrada e por ter chamado de nomes ao gatuno do árbitro, começámos a pedir desculpa ao fígado e fomos testando todo o tipo de carburantes que a mão humana criou para nos saciar a sede. Ao fundo a vitela ia assando sob o lume e o feijão atestado de picante ia cozendo nos grandes tachos. Este ano os “amigos do rio” faziam vinte anos e como tal fomos brindados com uma jaqueta (daquelas dos fotógrafos), um pólo, um panamá e uma apresentação em power point com datashow de fotos de anos anteriores – um luxo.

Chegada a hora lá nos dirigimos ordeiramente para que seja servido o repasto, feijão bastante picante com vitela assada, tudo isso empurrado com espumante bruto (cada um trás o seu), tinto ou branco (cheio), a cerveja (fino branco ou preto oferta da organização) e para os que faltam aos treinos a água das pedras e o liquido sujo do capitalismo (oferta da organização).
Após a janta começou o torneio da sueca (vale tudo até arrenuncias desde que o adversário não descubra) e as cantorias da grande banda do improviso. Como o público da batota estava a desconcentrar o agrupamento, á socapa escaparam para junto da fogueira onde a serenata às rãs se prolongou até de madrugada. O sol já espreitava mas ainda houve tempo para restaurar os ossos num sono á pressa na tenda já quentinha.

De resto foi igual ao ano passado “…Não compreendo o porquê de se levar tendas para dormir duas horas, porque de repente já estávamos a desmontar as tendas e a limpar o lixo.Ao almoço deleitámo-nos com um bacalhau assado regado com muito azeite e alho.
Fígado desculpa lá mas para o ano lá estou outra vez… nem que chova.”

Fica um pequeno vídeo tremido de 10 minutos para quem tiver paciência.
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