04 novembro 2007

Feira dos Santos version fast food


Hoje, fui à Feira dos Santos acompanhado por 12 amigos sedentos de um copo de vinho carrascão (pode levar uns bagos de morangueiro para lhe dar aquele sabor estranho anti-gajos-que-sabem-muito-de-vinho-mas-cospem-no), umas batatas cozidas ao ar livre que podiam ser kennebec, Monalisa, Asterix ou ronconce (esta não sei como se escreve), o importante era mesmo o convívio a fêvera grelhada e o belo acompanhamento (mesmo do martelão que apregoa os 6 lençóis, mais 6 lenços, 1 guarda-chuva e ainda uma bolsa para a senhora e um canivete para o cavalheiro).
Pois é, mas a ideia que se tem repetido ao longo dos anos a partir deste termina, é que deparámo-nos com uma única barraca de comes-e-bebes, totalmente cheia de gente e pelo que vi de peito feito e sem medo dos nossos protectores da Asae.

Transpareceu-me, pela leitura que tenho feito nos últimos tempos, que a ideia futura é transformar estas feiras tradicionais, sem higiene e onde capotam, devido a misteriosas intoxicações alimentares, milhares de incautos cidadãos, em feiras de "fast-food" limpinhas e asseadas sem riscos para a dourada saúde de quem atafulha as veias com colesterol (bem dita seja a mulher em idade fértil).

Já me esquecia, acabámos por ir manjar à tasca da "Tia Alice" a dizer mal do sapo Kokas - não confundir com Zé Kokrates.
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