26 maio 2006

Os Amigos do Rio



Finalmente consegui um convite para entrar no restrito grupo dos “Amigos do Rio” que todos os anos por esta altura passam desde Sábado á tarde até Domingo depois de almoço num recôndito lugar do rio Tâmega. Eu sou o número 112 e este ano estiveram presentes cerca de noventa amigos.
Por volta das seis da tarde chegámos á aldeia de Capeludos, depois, por uma estrada de terra batida lá conseguimos chegar a um vale junto ao rio. Montámos as respectivas tendas e começaram a circular as petisqueiras – a punheta de bacalhau, o belo presunto, a chouriça e outras iguarias – e os respectivos líquidos para não empaparmos.
O jantar foi servido numa tenda montada para o efeito, uma feijoada (picante para puxar pelo tinto) com muita carne grelha na hora e na brasa (JL). Após esta regada refeição foram entregues as medalhas de antiguidade para quem já marca presença á cinco, dez, quinze ou vinte anos.
Antes de começar o grande concerto de improviso, onde o grande cantor Rogério Santos brilhou, chamou-se pelo nome dos que já partiram deste mundo e que fizeram parte do grupo dos amigos do rio.
Enquanto a banda improvisada improvisava animadas músicas populares pelas mesas jogava-se á batota e o vinho ia correndo pelas goelas (mesmo pelas dos músicos).
Não compreendo o porquê de se levar tendas para dormir duas horas, porque de repente já estávamos a desmontar as tendas e a limpar o lixo.
Ao almoço deleitámo-nos com um bacalhau assado regado com muito azeite e alho.

Fígado desculpa lá mas para o ano lá estou outra vez… nem que chova.
Enviar um comentário