23 dezembro 2008

Deixa que o café te guie

Por onde andavas? Deixei-te nas pedras num gesto frio mas tive esperança que não ias ficar gelada. Com quem sonhavas quando eu sonhava que sonhavas contigo?

Meu Deus, que me veja um dia para lhe dizer quem é… quem foi… o que será sempre para mim.
Cada dia sem o calor dos teus lábios é triste e sem sentido.
Agora que já me viste e sentiste (obrigado meu Deus!) ainda me deixas ficar sozinho – é bem feito minha pedra de abandono, é bom que sintas que os sentimentos são diferentes. Aguenta e não chora.
Outro, no meu lugar, teria direito a esse templo que agora adia, sempre que pode, a hora das preces, mas que querias tu se não estiveste presente quando as paredes ainda não tinham fendas do tempo? Naquele tempo em que com chuva ou sol havia sempre vontade para uma oração… a juventude é assim, não a percas sem mim… foi-se… vim tão tarde.

Podes correr contra o vento com a esperança no fundo da cama mas vais ficar sempre sozinho com insónias no muro da noite. Deixa lá que de vez em quando também há-de haver saudades… ou talvez não.
Sei que vou sempre sonhar que sonhas agora comigo, mesmo que seja só um sonho doce, não me acordes por favor.
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