09 outubro 2006

O “Espeta e deixa”

No sábado passado tive que alombar com uns belos poceiros cheios de uvas. A vindima esteve marcada para o anterior, eu até tinha um casamento, mas o São Pedro, com algumas cunhas dos meus irmãos, mandou tal carga de água que a coisa teve que deitar adiante. Fiquei todo partido, também porque não admiti rodilhas ao ombro – isso é para as mulheres.

A casta que se vê nesta imagem deve ter um nome técnico que eu desconheço, na minha aldeia a população chama-lhe “espeta e deixa” – porque são umas uvas saborosa quando se comem sem trincar e deitando logo a casca fora.

Espero que ao menos o vinho deste ano seja muito bom porque o meu pai deu-se ao trabalho de não enviar tudo para a cooperativa (que paga quando calha) e fizemos um lagar de boa pinga – Não levou “espeta e deixa”.

O ti António da Vinha Morta e a esposa do Rui das Botas (que tem uns borregos muito bons) são as personagens do primeiro retrato, já a vindimarmos o fim do Prado.
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