23 dezembro 2008

Deixa que o café te guie

Por onde andavas? Deixei-te nas pedras num gesto frio mas tive esperança que não ias ficar gelada. Com quem sonhavas quando eu sonhava que sonhavas contigo?

Meu Deus, que me veja um dia para lhe dizer quem é… quem foi… o que será sempre para mim.
Cada dia sem o calor dos teus lábios é triste e sem sentido.
Agora que já me viste e sentiste (obrigado meu Deus!) ainda me deixas ficar sozinho – é bem feito minha pedra de abandono, é bom que sintas que os sentimentos são diferentes. Aguenta e não chora.
Outro, no meu lugar, teria direito a esse templo que agora adia, sempre que pode, a hora das preces, mas que querias tu se não estiveste presente quando as paredes ainda não tinham fendas do tempo? Naquele tempo em que com chuva ou sol havia sempre vontade para uma oração… a juventude é assim, não a percas sem mim… foi-se… vim tão tarde.

Podes correr contra o vento com a esperança no fundo da cama mas vais ficar sempre sozinho com insónias no muro da noite. Deixa lá que de vez em quando também há-de haver saudades… ou talvez não.
Sei que vou sempre sonhar que sonhas agora comigo, mesmo que seja só um sonho doce, não me acordes por favor.

10 setembro 2008

Coleccionadores de vidas!

A multinacional que tem vindo a alimentar a minha conta bancária enquanto sente sangue quente nas minhas veias, começou mais um processo de reestruturação. Nos últimos sete anos tem sido sempre assim, e quando entramos no novo ano, anunciam-nos pomposamente, que o machado já está arrumado, que a devastação na floresta das vidas, que tornaram esta empresa no que ela é, já está terminada. Por vezes, o carrasco de outrora é ceifado com a mesma ceitoira com que decepou os condenados, sem olhar para a pessoa que converteu num número a abater.
Com umas pazadas de euros compram as nossas vidas para as suas colecções. Dos mais próximos que foram atirando ao chão só o Coiote saiu com o valor de uma vida dedicada a uma empresa. O grande Tartaruga, trabalhador, defensor desde sempre da grandeza da empresa e dos que superiormente a comandam, levou uma rasteira, mas tal e qual como o animal com carapaça rija não foi ao tapete e já anda de novo a trabalhar para outro pé-de-meia (calça 42). O que ainda não consegui assimilar foi o Melenas, que sempre trabalhou e fez trabalhar num ápice e mesmo com resultados dignos de quem sabe fazer e como fazer, foi chamado à sopa dos pobres para apanhar umas migalhas de todo o pão que ajudou a fermentar. Não é justo que esperem que cheguemos à idade e sermos demasiado velhos para trabalhar e muito novos para nos darem uma tensa. Amigo Fusões tens que fazer como o Tartaruga e continuar em frente que os próximos bichos a sair são virtuais – talvez um Pickachu, um Estrunfinho ou um KGB.

Estatisticamente, os amigos do Sr. Eng.º Zé (ou será engenhoso), vão continuar radiantes e com as taxas de desemprego a cair, porque nenhum dos agora empurrados para a rua pode recorrer ao subsídio de desemprego.

PS – Ser bom ou mau profissional não é importante, basta ver o IMS e conhecer o comandante do Porto que também levou chumbada.
PSS – E não me venham com tanga que é o mercado que obriga a reduzir, que eu vejo a concorrência, e se não produzimos mais deve-se muito à gestão demasiado avançada (uma espécie de new wave) ou às ferramentas enferrujadas e fora do contexto do mercado, mas quem paga sempre é a base da pirâmide.

21 junho 2008

Amigos do Rio 2008

Como tem acontecido ao longo dos últimos anos, após uma determinada volta da lua há um evento à beira do rio ao qual eu nunca falho (espero)– OS AMIGOS DO RIO.

O ritual é o de sempre, e os dois filmes feitos pelo meu telemóvel ranhoso servem para o comprovar. Deliciem-se e fiquem com uma pitadita da inveja (penso que já não é um pecado porque o Vaticano criou uns novos e deve ter retirado uns velhos) porque aquilo é mesmo um dia bem passado.
Parte 1

Parte 2

26 dezembro 2007

Um 2008 cheio de tudo o que procuram!



Que 2008 entre pronto a dar tudo aquilo que esperam encontrar e muito mais.

Pelo menos vais haver mais um dia para a jorna.

Um abraço deste que tanto vos quer e até breve (pode ser 2 meses)!

15 dezembro 2007

Um desafio do sul!












Fui desafiado pela Sulista a, como diz o outro, plasmar por aqui cinco frases que não lembram ao diabo, cá ficam:

1-É preferível ser rico e com saúde do que pobre e doente.

2-Mais vale duas na mão do que uma cadeira nos cornos.

3-O João Soares desde que caiu das alturas ficou com a cremalheira e a voz parecidas com as do João Villaret.

4-Vamos vender o nosso mar à Suíça.

5-A serra de Sandiães tem melhor queijo que a serra da estrela mas chama-se queijo do pastor (grandes pastores).

Os martelões que se seguem mantenham a coisa a rolar:





  • Dizparo





  • O meu cantinho!...





  • Neoarqueo





  • O Terreiro





  • O Observatório
  • 06 dezembro 2007

    Jantar de Natal dos DIM Viseu - CLUBE CAÇADORES 11-12-2007


    A pedido de várias famílias (foi só o Octávio) fica aqui o anúncio do repasto de Natal da rapaziada da Informação Médica (classicamente propaganda). Como já devem ser mais os que foram abandonando a profissão e porque gostamos de rever os amigos os exDims e futuros exDims, em suma está tudo convidado desde que tenha andado ou ande de pasta na mão.

    O grande manjar é dia 11 de Dezembro (as horas não fixei, mas eu devo chegar atrasado – como sempre) no afamado Clube de Caçadores, onde o Sr. Morais e Sr. Moita nos vão esfolar a módica quantia de 17€ (eu tentei os 15 mas eles dizem que o whisky está incluído).

    Este ano espero que não voltemos a ir só os velhos, se não quem é que nos empurra as cadeiras e os andarilhos na disco? O Tojó foge para cima de uma coluna eu com o meu acido úrico a morder por dentro do pé só posso dançar slows e a Cecília não vai - marcha o JL.

    Vamos aproveitar para homenagear um colega que chegou á reforma com o seu fígado intacto.

    Para se inscreverem ligam para o Octávio ou procurem num dos muitos papeis espalhados pelos centros de saúde da nossa praça, para mim só de manhã, durante a tarde sou como um tal presidente de clube – e sou amigo do falhão.


    PS – Não sei a ementa mas para custar 17€ deve ter umas borbulhas finas, muito vinho e alguma comida – Perguntem ao Tavinho.

    03 dezembro 2007

    Deixo ficar por aqui a classificação após a primeira volta.


    O mister António Fernando Silva e o Carlos Alberto Marques é que vão torrando aquela mioleira (e muito tecido adiposo) para conseguir motivação e empenho para cada jogo. O campeonato a sério ainda está para vir, porque este até parece de preparação, mas é agora que se fazem correcções e experiencia, depois não se pode falhar.
    Na fotografia faltam alguns atletas de alto gabarito, estão dois desertores e falta o homem que coloca os “redes” na linha e o trabalho parece estar a dar frutos, só três golos sofridos na primeira volta, dois dos quais de grande penalidade – Deve ser do bom trabalho dos defesas.
    Ps - O gordo de verde, sabem quem é?



    01 dezembro 2007

    Vamos levantar o pó

    Estou sem sono e como não me apeteceu ir ao NB vim para aqui escrever porcarias, por vezes maço inocentes com bombardeamentos a velhos castelos, mas desta vez não (estou lúcido porque como conduzia fui obrigado a aguar).
    A ideia é limpar o poder instituído sem qualquer corte epistemológico e reconstruir tudo novamente. Estes alicerces já não suportam a estrutura e, antes que tudo se desmorone, vale a pena utilizarmos a dinamite colocado estrategicamente para que a queda seja controlada. Desta forma teremos a verdadeira revolução e a laceração é total
    .
    Depois de as cinzas assentarem, é sobre estas que surgirão (como a Fénix) novos conceitos de poder; segurança; participação; distribuição; etc. – Tudo o que agora é tido como certo poderá nunca mais o ser.
    O plano é apresentado amanhã ao amigo que cultiva azeite de pinheiro manso (cá está uma revolução - mini) com recurso aos grandes avanços científicos na área do genoma das oleáceas.
    Vamos necessitar da ajuda do grande Mitra para levantar as forças do sol, o Natal sempre foi dele - o "nascimento do deus sol invencível".
    O mais importante é que enquanto houver uma pedra ao alto não nos vamos nós abaixo (eu sou baixo).

    24 novembro 2007

    Tempo é Dinheiro – Parte III

    No tempo em que o “ti” Alfredo Miranda bebia uma duzia de “calces dela” e comia dois maços de kentuky sem filtro, dos que não faziam mal à saúde, tambem havia compras e vendas. Por exemplo uma junta de bois custava umas quinze notas (se fosse bem negociada). O queijo do Ramirão, feito por mãos encardidas na qualhada cheia de cardo e sal valia mais que o palheto que o empurrava pela garganta.
    Voltemos ao negócio, se o Chico Cego queria comprar duas vitelas para lavrar as terras, ter uns bezerritos (se não saí-se forra), fazer estrume para o cultivo, etc., tinha que poupar dinheiro durante o tempo necessário e quando fosse detentor da respectiva maquia dirigia-se á feira do gado e levava a (s) rês (es) para casa. Em suma gastava-se tempo para conseguir o dinheiro que permitia fazer a transacção comercial.
    Então chegaram os bancos, carregados de cartões de crédito e créditos para gastar no que muito bem apraz ao consumidor e, os “Chicos” deixam de ter que esperar, a partir de agora os bancos disponibilizam imediatamente o valor que o cliente precisa, no fundo eles vendem tempo a um preço elevado.
    O grande problema é que, quando o Chico acabar de pagar as vitelas compradas a crédito estas já estão velhas e carcomidas, deu duas vezes mais por elas (os juros até podem ser baixos mas tem que fazer um seguros para cada casco). O seu valor passa a ser muito mais baixo e para a próxima só vai poder comprar um jerico (que não dá leite).
    Teso porque o tempo é muito dinheiro vai ter que casar por amor, porque interesse nela não tem nenhum.

    21 novembro 2007

    Álcool ! Maldito álcool!


    A Sexta-feira é o dia mais bonito para Joaquim Bernardo Bonifácio, quando acorda pela madrugada já sente o cheiro da noite, fecha os olhos, e ainda que bem acordado, sonha com o dia em vai sair da casa dos pais com uma bela namorada (não precisa ser muito bonita) que com a pele suave das mãos lhe transmite um estranho calor que nunca sentiu. Ele sabe que é mentira, na memória ainda salpica aquele beijo através porta entreaberta da adolescência na entrada para a sala de aulas. Os lábios ainda o sentem e o calor abafa-lhe a húmida respiração.
    É o despertador que o atira para sexta-feira, voltara a dormitar, toma um apressado duche e aproveita para fazer a barba debaixo da água quentinha.
    Como é norma nova na empresa, as sextas são para utilizar “casual wear”, poupa no fato e já não tem que voltar a casa. Ao espreitar a sua imagem no espelho sente-se um belo pedaço, só não compreende como tem 36 anos e ainda vive com os progenitores – as gajas andam cegas.
    - Mamã! logo não janto em casa! – Antes de ouvir a resposta da velhota já bateu a porta e está a entrar no seu Seat Leon.
    O dia, como todas as Sextas, passou a correr e ainda entorpecido pela imagem matinal da loura (ou morena) que lhe vai caber das tais sete e meia que existem para cada macho, já está a dar umas bicadas num bom tinto empurrado com uma valente posta Arouquesa.
    - Como é!? Vamos á disco sacar umas malucas?
    - Ya! Se não conseguirmos nada comemos o Jorge, quem não tem pelos na cara não tem noutros lados…
    - Por mim tudo bem! Mas tens que arranjar uma coisa maior que essa miniatura!
    - Um brinde ao tamanho senhora que cabe em todo o lado! – Berra o Joaquim Bonifácio, levantam os copos e de um golo emborcam mais um penalti.
    Como previsto a grande dama não chegou até de madrugada, Joaquim Bonifácio a partir das duas da manhã trocou os gin vómito por água sem gás e ás quatro e meia começou a distribuir os companheiros pelas suas casas de solidão (podiam viver todos juntos).
    Como sabia que estava com o grão na asa, Joaquim Bonifácio, circulava com precaução, sempre encostado ao seu lado da estrada e com uma velocidade que lhe dava segurança, foi sempre assim e por isso todos os colegas lhe confiavam a vida naquelas noites de desgraça.
    Estava a estacionar junto a casa, a memória levou-lhe uns lábios da adolescência numa ermida e uma pedra onde sentado ia provando desses favos de mel quando um barulho ensurdecedor de pneus a chiar o fez estremecer. Tarde demais, um BMW em despiste entrou-lhe pela porta e esmigalhou-lhe as duas pernas.
    Ainda viu as luzes do carro da polícia, ouviu um soldado da paz declara-lo morto, mas sobreviveu.
    Soube depois que valia mais ter morrido, o jovem que bateu no seu carro e as duas namoradas tiveram morte imediata. O JR tinha carta há meio ano e o carro potente do papá, só bebia Coca-cola e Sumol, mas não tinha mãos para governar tal bomba.
    O teste de álcool feito ao falecido jovem revelou 0,0 e ao grande Bonifácio 1,23, pelo que a companhia de seguros fugiu a sete pés, arcando o, agora sem membros inferiores, bebedolas com o pagamento de todas as despesas.

    Joaquim Bonifácio continua a viver com os pais, tornou-se sorumbático, já não gosta de Sextas, Sábados ou Domingos, só ouve sigur rós e nunca mais ninguém lhe viu um sorriso ou um copo de vinho na mão (estão ligados).

    04 novembro 2007

    Feira dos Santos version fast food


    Hoje, fui à Feira dos Santos acompanhado por 12 amigos sedentos de um copo de vinho carrascão (pode levar uns bagos de morangueiro para lhe dar aquele sabor estranho anti-gajos-que-sabem-muito-de-vinho-mas-cospem-no), umas batatas cozidas ao ar livre que podiam ser kennebec, Monalisa, Asterix ou ronconce (esta não sei como se escreve), o importante era mesmo o convívio a fêvera grelhada e o belo acompanhamento (mesmo do martelão que apregoa os 6 lençóis, mais 6 lenços, 1 guarda-chuva e ainda uma bolsa para a senhora e um canivete para o cavalheiro).
    Pois é, mas a ideia que se tem repetido ao longo dos anos a partir deste termina, é que deparámo-nos com uma única barraca de comes-e-bebes, totalmente cheia de gente e pelo que vi de peito feito e sem medo dos nossos protectores da Asae.

    Transpareceu-me, pela leitura que tenho feito nos últimos tempos, que a ideia futura é transformar estas feiras tradicionais, sem higiene e onde capotam, devido a misteriosas intoxicações alimentares, milhares de incautos cidadãos, em feiras de "fast-food" limpinhas e asseadas sem riscos para a dourada saúde de quem atafulha as veias com colesterol (bem dita seja a mulher em idade fértil).

    Já me esquecia, acabámos por ir manjar à tasca da "Tia Alice" a dizer mal do sapo Kokas - não confundir com Zé Kokrates.

    20 agosto 2007

    Foram-se as férias… volta a esperança de mais!


    O Rei morreu – Viva o Rei


    Pois é! Este ano as minhas mínguas férias até me pareceu que chegaram de comboio – o foguete pelo nome o tal TGV pela velocidade estonteante. Mal entrei nelas estouraram num instante e com rapidez nipónica. Mais grave, as baterias ainda não receberam carga suficiente para aguentar o dia inteiro a bulir na torreira do sol.


    Outro fenómeno engraçado deste ano é que a Senhora do Castelo vai abrir as portas ao Verão e eu vou andar sorumbático na esperança de conseguir mais uns dias, que só devem vir lá para o Natal.

    Até breve

    PS -Como podem ver na foto perdi cento e trinta e dois gramas (por extenso parece muito mais)
    PSS – E por agora estamos em 1º

    10 julho 2007

    O homem que julgava ter deixado de fumar...


    O homem que julgava ter deixado de fumar entrou num bom restaurante cá da aldeia, puxou por uma cadeira no topo da mesa redonda e, com um ar de cowboy insolente sacou de um cigarro do quinto maço que comprara desde que deixou de fumar.


    O homem que julgava ter deixado de fumar expeliu com orgulho uma baforada e disse bem alto que já não pertencia á classe dos fumadores, já tinha tentado vezes sem conta largar o vício, mas agora sim, conseguira finalmente vencer e era com uma sensação de um paladar diferente para cada coisa que provava que dizia que estava mais magro e saudável.


    O homem que julgava ter deixado de fumar anunciou também uma redução significativa no consumo das bebidas alcoólicas e comidas ricas em gordura pois o bandulho que apresentava meses antes associados ao cansativo exercício físico de acender cigarros e levantar copos poderiam ser fatais num homem da sua idade e como tal havia que cortar o mal pela raiz, ou seria a raiz pelo mal?


    Bem mas o que conta é a intenção, e como tal o homem que julgava ter deixado de fumar continua a acender cigarros e em intermitentes dietas enquanto dorme (quanto mais dorme mais saudável está) lá vai trocando de espelho e afirmando:


    - Estou muito mais magro…


    - Só não se nota - acrescento eu.

    30 junho 2007

    Encontro dos Antigos Alunos do Seminário de Gouveia



    Tive o prazer de ir ao encontro dos antigos alunos do Seminário de Gouveia. Aquela casa branca de arquitectura moderna traz-me boas recordações, outras menos boas, mas hoje foi dia de festa só posso vasculhar na memória das coisas positivas (ainda que eu não seja positivista).
    Da rapaziada do meu ano e, com grande pena minha, só aparecemos quatro (o Quim Zé, o Zé Luis, o Carlos Abrantes, o Abreu e o “Je”). Eu que devo ser o gajo que levou com mais castigos para lavar a loiça e outras coisas que actualmente os defensores dos direitos das crianças nem podiam imaginar que existiam (e cresci e deitei corpo) lá fui, agora até já faço parte do conselho fiscal da associação dos antigos alunos e, aquela malta que só dizia bem do seminário e dos alegres momentos que lá viveu “nem burro queres tu água”. Para o próximo ano vou martelar até encontrar a morada desses faltosos e não descanso enquanto não os vir por lá, nem que tenha quer fugir com o ficheiro dos Sr. Maurício (homem que me chegou a vender dois compasso por mês).





    Podem já começar a prepara-se porque vai haver um magusto no dia 10 de Novembro e como o principal mentor é o “lipi” vai ser no “Curral do Negro”. O dinheiro do magusto, assim como o que se consegue nestes encontros é para ser utilizado em África onde os missionários de S. João Baptista, vulgo seminário de Gouveia, têm uma missão.





    PS – Foi engraçado poder beber vinho tinto naquelas mesas onde nem álcool para as feridas podia entrar, assim como ver uma máquina de lavar loiça onde eu lavei centenas de pratos, copos e talheres à mão.

    23 junho 2007

    Os acusa Cristos...



    Cada vez que bebo um gin tónico acordo ás 6 da matina do dia seguinte (se a sua ingestão for antes da meia-noite, caso contrario passa para as 5h30 do mesmo dia), como tinha emborcado dois no lampião (são os melhores do mundo ainda que o Tó se estique no preço – batem os afamados da ilha) acordei muito antes da aurora e fiquei com aquela vontade reprimida de me esgueirar para a casa de banho em troca do calor do ninho quente (nem parece Verão). Mantive a vontade reprimida e vim até ao computador meditar acerca das cartas que as finanças têm enviado aos recém-casados.


    Como sabem, nos dias que correm, o estado, uma vez que tem falta de funcionários, manda trabalhar o cidadão comum em prol de um bem supremo – não deixar que gamem os cofres das finanças, para isso estão lá eles e não aceitam concorrência.

    Acho muito bem que o fisco controle os restaurantes, os fotógrafos, os músicos, os engenheiros (mesmo os que não o foram e agora o são sem o serem), advogados, pastores, etc. Só não concordo com o sacudir a água do capote passando a bola para o lado do cidadão e convertendo-o num bufo ao nível do homem do Vimieiro (nem a ele ocorreu tão brilhante ideia).

    Eu peço quase sempre factura (por vezes até demais), dos poucos locais onde tive alguma dificuldade em obter um recibo do pagamento de uns impressos até foi na tesouraria das finanças do meu burgo – agora se calhar já não é difícil obter o tal papelito.


    Relativamente á carta que as finanças hoje em dia envia aos desgraçados (sim, sim não é erro) que mal chegam de lua-de-mel têm que ir levantar aos correios (vem registada e tudo), segundo informações indesmentíveis de três dos sete cientistas meus amigos, já levou a princípios de divórcios (é como as pneumonias há quem as tenha e quem tenha só princípios) porque a mulher (sempre elas) acha logo que o marido fez porcaria e o fisco já o está a chamar para levar com a palmatória, mas o que reza a carta (por palavras apropriadas a um fiscal que se preza e não estas) é só o seguinte:


    “Sabemos que desgraçadamente cometeu o infortúnio de se casar, mas se nos quiser ajudar podemos lixar dois ou até três dos que participaram de forma activa na farra que V. Ex.ª pagou para saltar de cabeça do mundo dos livres e solteiros para o escuro planeta dos fatidicamente casados, assim e, para que não seja o único a sofrer com esse acto inconsciente diga-nos:


    O prior passou recibo? De que valor para que a mão tributária lhe retire os laivos de materialista;


    Qual foi o restaurante?

    Quanto lhe esfolou para que os que o acompanharam à forca se pudessem alambazar á grande e á francesa, o recibo saltou da registadora?

    A comida era demasiado doce ou salgada? – Diabetes e Tensão arterial pesam muito no orçamento de estado (este paragrafo é da responsabilidade do sabichão de Torredeita), portanto temos que actuar na comezaina da mesma forma que o fazemos com o tabaco.


    Quem foi o fotografo?

    Tirou fotos chatas (é só pelos anti-depressivos)?

    Passou recibo pelos daguerreótipos?


    E a banda que tocou alegremente para todos bailarem (quando lhe passar a dor de cabeça do álcool e os olhos perderem o baço pode ver no vídeo caseiro a figurinha que fez a dançar, aposto que os acusa imediatamente) enquanto o viam cair em desgraça passou recibo?

    Houve lugar ao pagamento de direitos de autor?


    PS- as despesas de divórcio não podem ser abatidas aos lucros do casamento.

    PSS – se alguém contou anedotas sobre algum membro do governo (sobre engenharias ou Otas) é obrigado a denunciá-lo nas costas do impresso.


    A carta é de fácil preenchimento e a sua devolução é facilitada. Para os que responderem prontamente temos um presunto de Lamego - apreendido a semana passada na feira de Castendo por não ter plástico e só apresentar quarenta e cinco carimbos de qualidade dos noventa e dois exigidos por lei. Para as cinco cartas que levem a sacar mais guito vamos ofertar uma vitela e dois suínos que neste momento são cevados nas caves secretas do ministério das finanças."


    Colabore para o bem de algo maior que qualquer um de nos...

    05 junho 2007

    Amigos do rio - 20 anos

    No pretérito Sábado voltou-se a realizar o grande encontro dos amigos do rio e, eu como tinha prometido pedi desculpa ao fígado e à riqueza dos meus cristais do dedo grande. Passei por Lamego com a rapaziada dos Juniores onde, graças a um homem cheio de medo dos calhaus, perdemos 3-2 após estarmos a ganhar 2-0 , mas isso são contas de outro rosário. Apanhei o amigo Lima na Régua e zarpámos na direcção da aldeia de Capeludos. Seguimos pela estrada de terra e num instante já estávamos á beira do rio Tâmega a montar a nossa casa para um curto sono matinal do dia seguinte.

    Após a montagem da barraca (que é daquelas muito rápidas) já com as gargantas secas pelo pó da estrada e por ter chamado de nomes ao gatuno do árbitro, começámos a pedir desculpa ao fígado e fomos testando todo o tipo de carburantes que a mão humana criou para nos saciar a sede. Ao fundo a vitela ia assando sob o lume e o feijão atestado de picante ia cozendo nos grandes tachos. Este ano os “amigos do rio” faziam vinte anos e como tal fomos brindados com uma jaqueta (daquelas dos fotógrafos), um pólo, um panamá e uma apresentação em power point com datashow de fotos de anos anteriores – um luxo.

    Chegada a hora lá nos dirigimos ordeiramente para que seja servido o repasto, feijão bastante picante com vitela assada, tudo isso empurrado com espumante bruto (cada um trás o seu), tinto ou branco (cheio), a cerveja (fino branco ou preto oferta da organização) e para os que faltam aos treinos a água das pedras e o liquido sujo do capitalismo (oferta da organização).
    Após a janta começou o torneio da sueca (vale tudo até arrenuncias desde que o adversário não descubra) e as cantorias da grande banda do improviso. Como o público da batota estava a desconcentrar o agrupamento, á socapa escaparam para junto da fogueira onde a serenata às rãs se prolongou até de madrugada. O sol já espreitava mas ainda houve tempo para restaurar os ossos num sono á pressa na tenda já quentinha.

    De resto foi igual ao ano passado “…Não compreendo o porquê de se levar tendas para dormir duas horas, porque de repente já estávamos a desmontar as tendas e a limpar o lixo.Ao almoço deleitámo-nos com um bacalhau assado regado com muito azeite e alho.
    Fígado desculpa lá mas para o ano lá estou outra vez… nem que chova.”

    Fica um pequeno vídeo tremido de 10 minutos para quem tiver paciência.

    30 maio 2007

    Tempo é Dinheiro - Parte I





    O tema do tempo e dinheiro vai ser dividido em dois, hoje deixo aqui um pequeno conto que eu ouvi de um médico desta praça (Mangualde), pode ter erros porque o alemão leva-me muita coisa da memória mas a base é essa:


    Um pescador levantou-se de madrugada (por volta das quatro, ainda eu nem me tinha deitado) e lá foi para a faina com o seu pequeno barco. O mar estava de feição, pelo que, por volta das quatro e meia da matina já estava na lota a vender o fruto do seu trabalho.
    Como foi o primeiro a chegar despachou-se depressa e foi dormir o merecido sono para debaixo do seu barco (as redes irá coselas á tarde).
    Quando já iniciava o sinfónico som de quem dorme sem problemas é acordado por um engravatado que lhe diz:

    - Bom dia senhor pescador, então hoje não foi á peca? Olhe que o mar não me parece encrespado!
    - Bom dia para si também, o mar hoje está muito bom sim senhora, olhe que foi tão gentil para mim que já vendi o pescado todo e vou ver se consigo descansar por aqui um bocado para não ir já gastar algum em vinho.
    - Mas bom homem, se o mar está a dar muito, porque não meteu outra vez o barco às águas e pescou duas vezes mais para fazer muito mais dinheiro?
    - Para quê?
    - Para conseguir comprar um barco maior, e poder pescar todos os dias mais e como tal fazer muito mais dinheiro…
    - Para quê?
    - Então! Para depois pescar sempre mais, ganhar todos os dias mais dinheiro e comprar mais barcos…
    - E para quê?
    - Então olhe lá, para depois ter uma frota pesqueira a trabalhar para si e ganhar ainda mais dinheiro.
    - Então e para quê?
    - Para depois ter muito dinheiro e poder ficar a descansar em terra enquanto todos os seus barcos andam a pescar para si.
    - Então e não é o que eu já estou a fazer?! "

    21 maio 2007

    Sopa Seca!






    Hoje, fui com um grupo de amigos a Alcofra comer uma sopa seca, um prato diferente do habitual que dá um grande peito a qualquer homem. Com a nossa barriga refastelada e com o anfitrião a orientar o percurso, andámos a explorar algumas das boas coisas que a Serra do Caramulo nos pode oferecer. Conheci um monumento megalítico, uma torre, uma ponte romana em bom estado e, o mais importante, que nos fez palmilhar por caminhos pedonais já com a sola das sapatilhas a doer, essas flores, que não vou dizer o nome, mas espero que o adivinhem, pois são raríssimas, venenosas e dão-se em poucos locais deste mundo. Pois é deitem cá para fora o nome, são muito bonitas mas um chá destas livrava muitas mulheres (sim são sempre elas que se livram) do peso do marido que nunca mais partia.
    Uma boa semana para todos… e pouco chá.
























    Bem, eu sei que é Domingo e como tal deveria era estar era em casa com a família, mas por este petisco até deixo que me estraguem os chinelos (desde que não os alarguem muito porque o meu pé é pequenito).
    Não sei se repararam no pormenor, mas na mesa está uma garrafa de água.

    14 maio 2007

    Georgios Kyriacos Panayiotou em Coimbra!

    No Sábado, 12 de Maio, fui até Coimbra assistir ao espectáculo do George Michael. Posso afiançar-lhes que fui cheio de vontade de ver o azeiteiro que quando eu era um puto ranhoso me enchia de inveja por poder sacar tudo o que era rapariga.
    Nós, os que íamos ouvindo os Wham porque queríamos ser assim (gajas ás paletes mesmo para os menos esbeltos), acabámos por nos inundar de alegria quando o Georgios Kyriacos Panayiotou revelou que a sua musa inspiradora até fora sempre os machos. Uma alegria instantânea porque mesmo assim não colhemos mais do fruto proibido e, ele ganhou o respeito até da legião de mulheres que o continuam a seguir, penso que é na esperança vã de que volte para o lado convencional. Em Coimbra eram tantas que a minha mulher teve que me encher de cerveja para eu ter olhos só para ela (o que ela não sabe é que há leveduras que fazem milagres, e até os martelões que lá estavam pelo grego já me pareciam lavadinhos).


    Mas voltando a Coimbra, o espectáculo foi imperdível, depois de desfilarem algumas músicas dos seus trabalhos a solo e onde uma amálgama de luz, cor e vídeo nos foi enchendo a retina, Ainda ouve tempo para escutar a saudosa Careless Whisper, com o estádio a cantar em coro.
    Volta outra vez que por mim estás perdoado, e da próxima volto lá (dou é cerveja á fiscal que não bebe). Ah e levo a maçã ao gomos para o segurança não me ficar com ela.