"Nós estamos num estado comparável somente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país caótico que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa da Europa - citam-se, a par, a Grécia e Portugal. Nós, porém, não possuímos como a Grécia, além de uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da Arte. Apenas nos ufamos do Sr. Lisboa, barítono, e do Sr. Vidal, lírico."
Eça de Queiroz, in "Uma Campanha Alegre", (1872) pág. 235, edição Livros do Brasil
Continua tão actual...
17 maio 2010
01 dezembro 2009
19 setembro 2009
Vamos acabar com a abstenção eleitoral
Aproximam-se as eleições e o fantasma da abstenção já começa a atormentar os sonhos dos políticos profissionais, tantos os pequenos das Câmaras, como os grandes que por esta época palmilham o país a pedinchar mais um voto em troca de uma beijoca.A solução que eu proponho à Comissão Nacional de Eleições é simples (simplex), barata (estamos em crise) e objectiva : o sorteio em cada mesa de voto de um presunto Pata Negra (até pode ser comprado no Silva de Santa Comba Dão) pelos leitores que forem deitar. O feliz contemplado teria direito a receber o dito das mãos do homem que limpasse as eleições naquela mesa de voto.

Com esta acção, segundo os dados estatísticos das sondagens que tenho feito (tão válidas como as das empresas de estatísticas que estudam as eleições), o absentismo desceria nas grandes cidades cerca de 70%, onde o presunto podia ser substituído por uma camisola do Benfica autografada ou um álbum da Ana Malhoa semi-vestida.
Nas “piquenas” localidades poder-se-ia rodar entre o dito Pata-Negra, o cabrito, o leitão ou uma pipa de vinho do “bou”. Ter-se-ia uma afluência às urnas de voto de cerca de 102%, alguns mortos, tal e qual Lázaros, apareceriam só porque lá em cima não há nada disto e para votar com um incentivo deste calibre, não pelos político que já ninguém consegue trinchar, qualquer ser se deslocaria mais uma vez a uma mesa e faria a dita cruz. É que assim, a seco, é uma cruz tirar o cu da cama e cumprir o favor cívico.

27 junho 2009
Sardines with carvon em Coimbra
Eu deixo por estas bandas muitas fotos destas e alguns de vocês (poucos passam por cá para ler) devem pensar que é sempre assim, mas não, estes eventos ocorrem anualmente, ainda que em datas muito próximas.
Assim como a esperança do Benfica ser campeão renasce anualmente, nós, já perto das férias de Verão, vamos até às proximidades de Ribeira de Frades, jogamos uma futebolada e a seguir o grande anfitrião Prata Jorge deixa-nos abusar da suas hospitalidade numa grande rambóia documentada no filme e como faltava a bolita vermelha ao canto a censura cortou as cenas mais ousadas.
Deixo aqui escrito neste modesto blogg que o Joné faz um cervejão mais fraquito que o Mário Rui e este último ainda nos brinda com umas magnificas sardinha.
O Velho, que todos os anos cisma que há-de enfrascar o Mário Rui, este ano só deixou o Melenas de rastos.
PS - Como vês amigo desta vez está cá!
14 junho 2009
Amigos do rio 2009
No último Fim-de-semana de Maio, como dita a regra, dirigi-me para os Capeludos e na margem do rio lá estava a grande comandita dos “amigos do rio”. Ano após ano os mais velhos parecem cada vez mais rijos, e nós, os que já fomos novos, cada vez mais carcomidos.
Este ano não levei tenda, meti um colchão na parte de trás do carro e dormi por lá um bocadito com o “Berças”, sim desta vez dormi eu, ressonei mais alto do que ele e como tal fui eu quem dormiu.
Os filmes têm o resumo para deixar água na boca a qualquer folião.
Para o ano lá estou na fila da frente para a minha medalha dos cinco anos.
Este ano não levei tenda, meti um colchão na parte de trás do carro e dormi por lá um bocadito com o “Berças”, sim desta vez dormi eu, ressonei mais alto do que ele e como tal fui eu quem dormiu.
Os filmes têm o resumo para deixar água na boca a qualquer folião.
Para o ano lá estou na fila da frente para a minha medalha dos cinco anos.
06 junho 2009
GNR Party Zone
No dia 30 de Maio os “soldadinhos de chumbo” de Mangualde voltaram a estar no seu melhor.A cidade adormece cedo, sem qualquer evento de interesse ou algum lugar onde se possa ter momentos nocturnos de rambóia, mas que ainda tem uma rapaziada dinâmica, que resolveu trazer um evento da Antena 3 - Party Zone – para sacudir a vida parada deste cantito e para alguns forasteiros sacudirem por cá o capacete.Tudo muito bem organizado, autocarros, patrocínios a funcionar e muitos panfletos a divulgar o evento. Contudo, houve um pormenor que foi esquecido: não convidaram a GNR, aqueles que se vestem todos de igual e cujos salários nós pagamos para nos protegeram (este era a brincar)! Sitiaram a cidade como forma de protestos por não haver em tal evento a pinga de tinto e os couratos gordurentos.Os organizadores tinham enviado duas grades de “mines” para o posto e a festa tinha corrido bem. Assim, tivemos Mangualde cercada para que cada portador do vírus da folia se afasta-se o mais rapidamente da dela, não fosse esta ficar contagiada pelo divertimento e mais tarde criar o hábito de as pessoas se sentirem bem a dançar durante uma noite de rambóia.A cada rotunda havia uma molhada de “soldadinhos de chumbo” de balão em riste a questionar os condutores sobre o consumo de álcool e a meter um canito no carro para ficarem com meia dúzia de charros que não matam ninguém (só matam os neurónios lentos ).
Com os telemóveis (que servem também para chamar a GNR quando é preciso mas que nunca chegam a tempo – não vá o bandido estar armado) foram passando a mensagem a quem ainda estava a caminho e um evento que tinha pernas para ser o orgulho da nossa cidade ficou reduzido a uma estatística pela grei e pela lei.
25 maio 2009
Nunca mais "deito" até ser livre
Este ano tirei o Cartão do Cidadão. Facilita a vida porque passamos a ter num único cartão o número do BI, Contribuinte, Segurança Social, Utente e Eleitor. Nunca me vão explicar porque raio o número não há-de ser o mesmo para tudo. Com o meu novo Cartão de Cidadão passei a ser obrigado (sim! Democraticamente obrigado) a votar em Mangualde e não na Chãs de Tavares onde sempre cumpri o meu dever cívico. Se eu quisesse votar em Mangualde já tinha mudado o meu local de recenseamento há muito tempo. Como o estado se intromete na minha vida cívica e me muda o que eu nunca quis alterar, a partir de agora vou ser dos abstencionistas crónicos. Talvez abra uma pequena excepção para as eleições autárquicas...
Houve muita gente a lutar e perderam-se muitas vidas para termos o direito de votar em quem nos governe, mas a minha liberdade de escolha é cada vez mais ténue e a cada dia sinto que sou só mais um carneiro do rebanho, ninguém me representa e quer vote ou n
ão “eles” vão continuar todos por lá a dizerem-me onde e em quem hei-de votar. Vou poupar-lhes trabalho – Nunca mais voto até ser livre de estar recenseado onde eu quiser deitar.
ão “eles” vão continuar todos por lá a dizerem-me onde e em quem hei-de votar. Vou poupar-lhes trabalho – Nunca mais voto até ser livre de estar recenseado onde eu quiser deitar. 26 abril 2009
Antena 3 Party Zone em Mangualde
Amigos quem estiver cá e tiver o figado e as duas orelhas em forma não pode faltar!

23 dezembro 2008
Deixa que o café te guie
Por onde andavas? Deixei-te nas pedras num gesto frio mas tive esperança que não ias ficar gelada. Com quem sonhavas quando eu sonhava que sonhavas contigo? Meu Deus, que me veja um dia para lhe dizer quem é… quem foi… o que será sempre para mim.
Cada dia sem o calor dos teus lábios é triste e sem sentido.
Agora que já me viste e sentiste (obrigado meu Deus!) ainda me deixas ficar sozinho – é bem feito minha pedra de abandono, é bom que sintas que os sentimentos são diferentes. Aguenta e não chora.
Outro, no meu lugar, teria direito a esse templo que agora adia, sempre que pode, a hora das preces, mas que querias tu se não estiveste presente quando as paredes ainda não tinham fendas do tempo? Naquele tempo em que com chuva ou sol havia sempre vontade para uma oração… a juventude é assim, não a percas sem mim… foi-se… vim tão tarde.
Podes correr contra o vento com a esperança no fundo da cama mas vais ficar sempre sozinho com insónias no muro da noite. Deixa lá que de vez em quando também há-de haver saudades… ou talvez não.
Sei que vou sempre sonhar que sonhas agora comigo, mesmo que seja só um sonho doce, não me acordes por favor.
10 setembro 2008
Coleccionadores de vidas!
A multinacional que tem vindo a alimentar a minha conta bancária enquanto sente sangue quente nas minhas veias, começou mais um processo de reestruturação. Nos últimos sete anos tem sido sempre assim, e quando entramos no novo ano, anunciam-nos pomposamente, que o machado já está arrumado, que a devastação na floresta das vidas, que tornaram esta empresa no que ela é, já está terminada. Por vezes, o carrasco de outrora é ceifado com a mesma ceitoira com que decepou os condenados, sem olhar para a pessoa que converteu num número a abater.
Com umas pazadas de euros compram as nossas vidas para as suas colecções. Dos mais próximos que foram atirando ao chão só o Coiote saiu com o valor de uma vida dedicada a uma empresa. O grande Tartaruga, trabalhador, defensor desde sempre da grandeza da empresa e dos que superiormente a comandam, levou uma rasteira, mas tal e qual como o animal com carapaça rija não foi ao tapete e já anda de novo a trabalhar para outro pé-de-meia (calça 42). O que ainda não consegui assimilar foi o Melenas, que sempre trabalhou e fez trabalhar num ápice e mesmo com resultados dignos de quem sabe fazer e como fazer, foi chamado à sopa dos pobres para apanhar umas migalhas de todo o pão que ajudou a fermentar. Não é justo que esperem que cheguemos à idade e sermos demasiado velhos para trabalhar e muito novos para nos darem uma tensa. Amigo Fusões tens que fazer como o Tartaruga e continuar em frente que os próximos bichos a sair são virtuais – talvez um Pickachu, um Estrunfinho ou um KGB.
Com umas pazadas de euros compram as nossas vidas para as suas colecções. Dos mais próximos que foram atirando ao chão só o Coiote saiu com o valor de uma vida dedicada a uma empresa. O grande Tartaruga, trabalhador, defensor desde sempre da grandeza da empresa e dos que superiormente a comandam, levou uma rasteira, mas tal e qual como o animal com carapaça rija não foi ao tapete e já anda de novo a trabalhar para outro pé-de-meia (calça 42). O que ainda não consegui assimilar foi o Melenas, que sempre trabalhou e fez trabalhar num ápice e mesmo com resultados dignos de quem sabe fazer e como fazer, foi chamado à sopa dos pobres para apanhar umas migalhas de todo o pão que ajudou a fermentar. Não é justo que esperem que cheguemos à idade e sermos demasiado velhos para trabalhar e muito novos para nos darem uma tensa. Amigo Fusões tens que fazer como o Tartaruga e continuar em frente que os próximos bichos a sair são virtuais – talvez um Pickachu, um Estrunfinho ou um KGB.
Estatisticamente, os amigos do Sr. Eng.º Zé (ou será engenhoso), vão continuar radiantes e com as taxas de desemprego a cair, porque nenhum dos agora empurrados para a rua pode recorrer ao subsídio de desemprego.
PS – Ser bom ou mau profissional não é importante, basta ver o IMS e conhecer o comandante do Porto que também levou chumbada.
PSS – E não me venham com tanga que é o mercado que obriga a reduzir, que eu vejo a concorrência, e se não produzimos mais deve-se muito à gestão demasiado avançada (uma espécie de new wave) ou às ferramentas enferrujadas e fora do contexto do mercado, mas quem paga sempre é a base da pirâmide.
21 junho 2008
Amigos do Rio 2008
Como tem acontecido ao longo dos últimos anos, após uma determinada volta da lua há um evento à beira do rio ao qual eu nunca falho (espero)– OS AMIGOS DO RIO.
O ritual é o de sempre, e os dois filmes feitos pelo meu telemóvel ranhoso servem para o comprovar. Deliciem-se e fiquem com uma pitadita da inveja (penso que já não é um pecado porque o Vaticano criou uns novos e deve ter retirado uns velhos) porque aquilo é mesmo um dia bem passado.
Parte 1
Parte 2
26 dezembro 2007
Um 2008 cheio de tudo o que procuram!
15 dezembro 2007
Um desafio do sul!

Fui desafiado pela Sulista a, como diz o outro, plasmar por aqui cinco frases que não lembram ao diabo, cá ficam:
1-É preferível ser rico e com saúde do que pobre e doente.
2-Mais vale duas na mão do que uma cadeira nos cornos.
3-O João Soares desde que caiu das alturas ficou com a cremalheira e a voz parecidas com as do João Villaret.
4-Vamos vender o nosso mar à Suíça.
5-A serra de Sandiães tem melhor queijo que a serra da estrela mas chama-se queijo do pastor (grandes pastores).
Os martelões que se seguem mantenham a coisa a rolar:
06 dezembro 2007
Jantar de Natal dos DIM Viseu - CLUBE CAÇADORES 11-12-2007

A pedido de várias famílias (foi só o Octávio) fica aqui o anúncio do repasto de Natal da rapaziada da Informação Médica (classicamente propaganda). Como já devem ser mais os que foram abandonando a profissão e porque gostamos de rever os amigos os exDims e futuros exDims, em suma está tudo convidado desde que tenha andado ou ande de pasta na mão.
O grande manjar é dia 11 de Dezembro (as horas não fixei, mas eu devo chegar atrasado – como sempre) no afamado Clube de Caçadores, onde o Sr. Morais e Sr. Moita nos vão esfolar a módica quantia de 17€ (eu tentei os 15 mas eles dizem que o whisky está incluído).
Este ano espero que não voltemos a ir só os velhos, se não quem é que nos empurra as cadeiras e os andarilhos na disco? O Tojó foge para cima de uma coluna eu com o meu acido úrico a morder por dentro do pé só posso dançar slows e a Cecília não vai - marcha o JL.
Vamos aproveitar para homenagear um colega que chegou á reforma com o seu fígado intacto.
Para se inscreverem ligam para o Octávio ou procurem num dos muitos papeis espalhados pelos centros de saúde da nossa praça, para mim só de manhã, durante a tarde sou como um tal presidente de clube – e sou amigo do falhão.
PS – Não sei a ementa mas para custar 17€ deve ter umas borbulhas finas, muito vinho e alguma comida – Perguntem ao Tavinho.
03 dezembro 2007
Deixo ficar por aqui a classificação após a primeira volta.

O mister António Fernando Silva e o Carlos Alberto Marques é que vão torrando aquela mioleira (e muito tecido adiposo) para conseguir motivação e empenho para cada jogo. O campeonato a sério ainda está para vir, porque este até parece de preparação, mas é agora que se fazem correcções e experiencia, depois não se pode falhar.
Na fotografia faltam alguns atletas de alto gabarito, estão dois desertores e falta o homem que coloca os “redes” na linha e o trabalho parece estar a dar frutos, só três golos sofridos na primeira volta, dois dos quais de grande penalidade – Deve ser do bom trabalho dos defesas.
Na fotografia faltam alguns atletas de alto gabarito, estão dois desertores e falta o homem que coloca os “redes” na linha e o trabalho parece estar a dar frutos, só três golos sofridos na primeira volta, dois dos quais de grande penalidade – Deve ser do bom trabalho dos defesas.

01 dezembro 2007
Vamos levantar o pó
Estou sem sono e como não me apeteceu ir ao NB vim para aqui escrever porcarias, por vezes maço inocentes com bombardeamentos a velhos castelos, mas desta vez não (estou lúcido porque como conduzia fui obrigado a aguar).A ideia é limpar o poder instituído sem qualquer corte epistemológico e reconstruir tudo novamente. Estes alicerces já não suportam a estrutura e, antes que tudo se desmorone, vale a pena utilizarmos a dinamite colocado estrategicamente para que a queda seja controlada. Desta forma teremos a verdadeira revolução e a laceração é total.
Depois de as cinzas assentarem, é sobre estas que surgirão (como a Fénix) novos conceitos de poder; segurança; participação; distribuição; etc. – Tudo o que agora é tido como certo poderá nunca mais o ser.

O plano é apresentado amanhã ao amigo que cultiva azeite de pinheiro manso (cá está uma revolução - mini) com recurso aos grandes avanços científicos na área do genoma das oleáceas.
Vamos necessitar da ajuda do grande Mitra para levantar as forças do sol, o Natal sempre foi dele - o "nascimento do deus sol invencível".
Vamos necessitar da ajuda do grande Mitra para levantar as forças do sol, o Natal sempre foi dele - o "nascimento do deus sol invencível".
O mais importante é que enquanto houver uma pedra ao alto não nos vamos nós abaixo (eu sou baixo).
24 novembro 2007
Tempo é Dinheiro – Parte III
No tempo em que o “ti” Alfredo Miranda bebia uma duzia de “calces dela” e comia dois maços de kentuky sem filtro, dos que não faziam mal à saúde, tambem havia compras e vendas. Por exemplo uma junta de bois custava umas quinze notas (se fosse bem negociada). O queijo do Ramirão, feito por mãos encardidas na qualhada cheia de cardo e sal valia mais que o palheto que o empurrava pela garganta.Voltemos ao negócio, se o Chico Cego queria comprar duas vitelas para lavrar as terras, ter uns bezerritos (se não saí-se forra), fazer estrume para o cultivo, etc., tinha que poupar dinheiro durante o tempo necessário e quando fosse detentor da respectiva maquia dirigia-se á feira do gado e levava a (s) rês (es) para casa. Em suma gastava-se tempo para conseguir o dinheiro que permitia fazer a transacção comercial.
Então chegaram os bancos, carregados de cartões de crédito e créditos para gastar no que muito bem apraz ao consumidor e, os “Chicos” deixam de ter que esperar, a partir de agora os bancos disponibilizam imediatamente o valor que o cliente precisa, no fundo eles vendem tempo a um preço elevado.
O grande problema é que, quando o Chico acabar de pagar as vitelas compradas a crédito estas já estão velhas e carcomidas, deu duas vezes mais por elas (os juros até podem ser baixos mas tem que fazer um seguros para cada casco). O seu valor passa a ser muito mais baixo e para a próxima só vai poder comprar um jerico (que não dá leite).
Teso porque o tempo é muito dinheiro vai ter que casar por amor, porque interesse nela não tem nenhum.
21 novembro 2007
Álcool ! Maldito álcool!

A Sexta-feira é o dia mais bonito para Joaquim Bernardo Bonifácio, quando acorda pela madrugada já sente o cheiro da noite, fecha os olhos, e ainda que bem acordado, sonha com o dia em vai sair da casa dos pais com uma bela namorada (não precisa ser muito bonita) que com a pele suave das mãos lhe transmite um estranho calor que nunca sentiu. Ele sabe que é mentira, na memória ainda salpica aquele beijo através porta entreaberta da adolescência na entrada para a sala de aulas. Os lábios ainda o sentem e o calor abafa-lhe a húmida respiração.
É o despertador que o atira para sexta-feira, voltara a dormitar, toma um apressado duche e aproveita para fazer a barba debaixo da água quentinha.
Como é norma nova na empresa, as sextas são para utilizar “casual wear”, poupa no fato e já não tem que voltar a casa. Ao espreitar a sua imagem no espelho sente-se um belo pedaço, só não compreende como tem 36 anos e ainda vive com os progenitores – as gajas andam cegas.
- Mamã! logo não janto em casa! – Antes de ouvir a resposta da velhota já bateu a porta e está a entrar no seu Seat Leon.
O dia, como todas as Sextas, passou a correr e ainda entorpecido pela imagem matinal da loura (ou morena) que lhe vai caber das tais sete e meia que existem para cada macho, já está a dar umas bicadas num bom tinto empurrado com uma valente posta Arouquesa.
- Como é!? Vamos á disco sacar umas malucas?
- Ya! Se não conseguirmos nada comemos o Jorge, quem não tem pelos na cara não tem noutros lados…
- Por mim tudo bem! Mas tens que arranjar uma coisa maior que essa miniatura!
- Um brinde ao tamanho senhora que cabe em todo o lado! – Berra o Joaquim Bonifácio, levantam os copos e de um golo emborcam mais um penalti.
Como previsto a grande dama não chegou até de madrugada, Joaquim Bonifácio a partir das duas da manhã trocou os gin vómito por água sem gás e ás quatro e meia começou a distribuir os companheiros pelas suas casas de solidão (podiam viver todos juntos).
Como sabia que estava com o grão na asa, Joaquim Bonifácio, circulava com precaução, sempre encostado ao seu lado da estrada e com uma velocidade que lhe dava segurança, foi sempre assim e por isso todos os colegas lhe confiavam a vida naquelas noites de desgraça.
Estava a estacionar junto a casa, a memória levou-lhe uns lábios da adolescência numa ermida e uma pedra onde sentado ia provando desses favos de mel quando um barulho ensurdecedor de pneus a chiar o fez estremecer. Tarde demais, um BMW em despiste entrou-lhe pela porta e esmigalhou-lhe as duas pernas.
Ainda viu as luzes do carro da polícia, ouviu um soldado da paz declara-lo morto, mas sobreviveu.
Soube depois que valia mais ter morrido, o jovem que bateu no seu carro e as duas namoradas tiveram morte imediata. O JR tinha carta há meio ano e o carro potente do papá, só bebia Coca-cola e Sumol, mas não tinha mãos para governar tal bomba.
O teste de álcool feito ao falecido jovem revelou 0,0 e ao grande Bonifácio 1,23, pelo que a companhia de seguros fugiu a sete pés, arcando o, agora sem membros inferiores, bebedolas com o pagamento de todas as despesas.
Joaquim Bonifácio continua a viver com os pais, tornou-se sorumbático, já não gosta de Sextas, Sábados ou Domingos, só ouve sigur rós e nunca mais ninguém lhe viu um sorriso ou um copo de vinho na mão (estão ligados).
04 novembro 2007
Feira dos Santos version fast food

Hoje, fui à Feira dos Santos acompanhado por 12 amigos sedentos de um copo de vinho carrascão (pode levar uns bagos de morangueiro para lhe dar aquele sabor estranho anti-gajos-que-sabem-muito-de-vinho-mas-cospem-no), umas batatas cozidas ao ar livre que podiam ser kennebec, Monalisa, Asterix ou ronconce (esta não sei como se escreve), o importante era mesmo o convívio a fêvera grelhada e o belo acompanhamento (mesmo do martelão que apregoa os 6 lençóis, mais 6 lenços, 1 guarda-chuva e ainda uma bolsa para a senhora e um canivete para o cavalheiro).
Pois é, mas a ideia que se tem repetido ao longo dos anos a partir deste termina, é que deparámo-nos com uma única barraca de comes-e-bebes, totalmente cheia de gente e pelo que vi de peito feito e sem medo dos nossos protectores da Asae.
Transpareceu-me, pela leitura que tenho feito nos últimos tempos, que a ideia futura é transformar estas feiras tradicionais, sem higiene e onde capotam, devido a misteriosas intoxicações alimentares, milhares de incautos cidadãos, em feiras de "fast-food" limpinhas e asseadas sem riscos para a dourada saúde de quem atafulha as veias com colesterol (bem dita seja a mulher em idade fértil).
Já me esquecia, acabámos por ir manjar à tasca da "Tia Alice" a dizer mal do sapo Kokas - não confundir com Zé Kokrates.
20 agosto 2007
Foram-se as férias… volta a esperança de mais!

O Rei morreu – Viva o Rei
Pois é! Este ano as minhas mínguas férias até me pareceu que chegaram de comboio – o foguete pelo nome o tal TGV pela velocidade estonteante. Mal entrei nelas estouraram num instante e com rapidez nipónica. Mais grave, as baterias ainda não receberam carga suficiente para aguentar o dia inteiro a bulir na torreira do sol.
Outro fenómeno engraçado deste ano é que a Senhora do Castelo vai abrir as portas ao Verão e eu vou andar sorumbático na esperança de conseguir mais uns dias, que só devem vir lá para o Natal.
Até breve
PS -Como podem ver na foto perdi cento e trinta e dois gramas (por extenso parece muito mais)
PS -Como podem ver na foto perdi cento e trinta e dois gramas (por extenso parece muito mais)
PSS – E por agora estamos em 1º
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