09 março 2006

Gotan Project - O tango ainda tem novidades

Estive a ouvir com agrado o novo álbum dos Gotan Project que está preste a sair para a rua. Os rapazes que se inspiraram no tango para criar uma musica forte, disciplinada, aliada aos ritmos electrónicos da dança moderna não deixaram os créditos de revolucionários da musica moderna em mãos alheias e a espera, para mim, valei a pena, pois este novo trabalho também está com muita qualidade e bom gosto.
O novo álbum chama-se “lunático” e mantêm a alma do tango argentino associada ao som que electrizou muita gente desde que começou a despertar em 2001.

O grupo é constituído pelos mesmos elementos de nacionalidades diferentes, podemos mesmo chamar-lhes uma “multinacionalidade”:

Philippe Cohen-Solal, francês e dedicado ao house music.
Christoph H. Mueller, suíço e mestre das electrónicas sofisticadas
Eduardo Makaroff, argentino, guitarrista a viver cá pela Europa á cerca de 10 anos.
A mistura destes senhores deu um som novo chamada por muitos como cibertango.

Deixo uma amostra do novo álbum para irem escutando

E não se esqueçam da jantarada no dia 01 de Abril

02 março 2006

Já que ninguém se chega á frente avancei eu


Uma vez que Mangualde já tem muita gente ligada através da Bloggosfera, resolvi lançar mais um desafio comestível, para conhecermos as caras por trás dos secret names e trocar algumas impressões também ao nível da oratória.

Dia 01 de Abril, não é mentira é Sábado, pelas 19h00, mais coisa menos coisa, uma grande jantarada no restaurante Bom Sucesso – Chãs de Tavares.
A sugestão para a ementa é Rojões com umas batatas aferventadas acompanhadas de uns belos trêplos ou grelos, e enchidos regionais. De entradas umas petisqueiras e um bom tinto (o tinto entra e continua até á saída) e de saída um karaoke e um caldo verde (em honra a o GreenSky).

Estão todos convidados, para que se possam deliciar com este belo manjar basta desembolsar a módica quantia de 7€ (no dia) e deixar aqui o nome.
O nome é devolvido com o papo cheio a nota não.
Vá cheguem-se á frente...
Está toda a gente convidada, quer sejam do SUL quer sejam do NORTE!

28 fevereiro 2006

Um desafio para os meus amigos...


Lembrei-me de lançar um simples desafio, quem acertar qual a banda que toca as musicas que estão a passar neta barraca do conhecimento ganha um prémio.

Boa sorte para todos.

PS – Deixo o retrato e tudo

26 fevereiro 2006

Mengele de Gerald L. Posner e John Ware


Megele foi o médico do regime de Hitler, principal mentor das experiências com Judeus para tentar encontrar a raça humana pura e superior. Ele pensava que cientificamente era possível criar homens cada vez mais puros na espécie e de uma superior raça. Numa altura em que se fala cada mais de clonagem e experiências com a vida esta é uma obra imprescindível.
Mengele, que nunca foi apanhado, era, em Auschwitz, o principal responsável pela selecção de quem morria gazeado e quem seria cobaia para a evolução da ciência.
O médico cientista morreu no Brasil com 68 anos, ainda hoje há muitos fanáticos da teoria que ele e o Adolfo viviam no Brasil.
O livro contem testemunhos de familiares de vítimas e escritos do próprio Mengele, assim como algumas fotografias inéditas.
Um bom livro para o JL aprender com a história.

21 fevereiro 2006

Fanfare Ciocarlia





E porque o prometido é devido.

Gili Garabdi é o nome do último álbum da Fanfare Ciocarlia. Não tenho muita informação sobre a fanfarra, mas sei (eu e sete cientistas) que se consideram a mais rápida do mundo, é constituída por onze elementos (imaginem-nos todos a comer no baile da Abrunhosa) que se encontram de vez em quando para tocarem juntos.

Em termos discográficos tem os seguintes álbuns de originais:
Radio Pascani – 1999
Baro Biao: World Wide Wedding – 2000
Iag Bari – 2001
Gili Garabdi – 2005

Gosto deste estilo de música cigana de influência tradicional romena e turca. Neste último álbum fazem uma incursão pelo jazz e pelo blues que vale a pena ouvir, deixo aqui um tema escolhido aleatoriamente para poderem desfrutar.

Ps - O tema aleatoriamente e de forma democrática escolhido por mim é uma interpretação de CARAVAN do grande mestre do Jazz Duke Ellington em co-autoria com Juan Tizol.

19 fevereiro 2006

Cá estou eu a aturar o amigo coxo...


Fui desafiado pelo Terreiro, só agora vi, pois o meu amigo coloca dois e três posts por dia, então vou-te responder ao desafio dos "Quatros" ….

Quatro empregos que já tive na vida:
1. Agricultor
3. Pedreiro-cimenteiro-trolha
3. Mineiro na Empresa Nacional de Urânio
4. Vendedor de remedios

Quatro filmes que posso ver vezes sem conta
1. Garganta Funda
2. As aparições de Fátima
3. Fight Club (só para chatear uns amigos)
4. O leão da Estrela

Quatro sítios onde vivi (sempre em casas)
1. Guimarães de Tavares
2. Urgeiriça
3. Abrunhosa do Mato
4. Mangualde

Quatro séries televisivas que não perco
1. House
2. Futurama
3. Donas de Casa Desesperadas
4. FICHEIROS SECRETOS

Quatro sítios onde estive de férias
1. Na praia
2. Na serra
3. No campo
4. Na tenda

Quatro dos meus pratos preferidos
1. Feijoada ás três pancadas
2. Vista Alegre
3. SPAL
4. Bacalhau com batatas a murro (principalmente em Sejães na Dona Luciana)

Quatro Websites que visito diariamente
1. Google (partir para o mundo)
2. Terreiro (ver os emails publicados)
3. Neoarqueo (aprender alguma coisa)
3. O Observatório (mandar umas atoardas)

Quatro sítios onde gostaria de estar agora
1. Na Lua
2. No lugar do gajo que ganhou o Euro-milhões ontem
3. Onde estou
4. Em Marte

Quatro pessoas a quem lanço o desafio para fazerem este questionário, espero que não partam a corda, reza a lenda que ficam 10 anos sem sexo (bom) com pessoas do sexo oposto.
1. Mário Soares
2. Jorge Sampaio
3. Cavaco Silva
4. Guterres

16 fevereiro 2006

Aeon Flux – O futuro da humanidade


Estamos no ano 2415, a raça humana está estéril, e parece que atingimos a vida eterna, apesar de tudo há pessoas a desaparecer misteriosamente e estamos perante um governo déspota.Este thriller de ficção científica apresenta-nos Aeon Flux, uma guerreira operacional de topo numa sociedade perfeita, que procura encontrar a irmã que desapareceu misteriosamente. Mas será mesmo a sociedade perfeita. Não serão os alicerces dessa sociedade perfeita uma mentira perfeitamente escondida de todos pelos políticos? Não é um filme que agrade a todos. Quem gostar de ficção científica com cenário, hábitos e roupas que só no futuro poderão existir não deve perder esta produção da MTV. Eu particularmente gostei, mas só a partir dos primeiros 20 minutos, quando consegui entrar no espírito futurista do filme.

12 fevereiro 2006

O IVA e a Arte


Se houver algum especialista em fiscalidade na Blogosfera que se chegue á frente e explique, a mim e a algumas almas menos visionarias o porquê de os livros, objectos de cultura, pagarem 5% de IVA e os CDs e DVDs 21%. Será que não são culturais? Não será uma expressão de arte? Então porquê aquela taxa cultural dos direitos de autor nas tabernas e outros espaços públicos que passem musica e filmes, ainda que sem cobrar por isso ?



E se eu editar um livro em suporte de CD? Qual é a taxa que pago?
Bem, se é para ajudar os pedrosos poderosos a mamar quarenta e tal mil de subsidio de reintegração até sou capaz de compreender, o rapaz tem que ser reintegrado, eu e tantos outros, é que se formos postos a andar do nosso trabalho temos que nos desunhar sozinhos.

09 fevereiro 2006

Munique - o terrorismo




Vi o filme Munique com algum receio, pois ontem na “Prova Oral” da Antena 3 esteve um crítico de cinema que se fartou de bater no Spielberg. Ouvi que o filme tinha sido feito á pressa para entrar na corrida aos Óscares, que não teve grande investigação, que tem uma visão pessoal dos acontecimentos de Munique, que o homem é antipático, etc… na minha modesta opinião não passa de dor de cotovelo, é moderno ser-se contra o Spielberg, o que os críticos gostam é de filmes que nem eles compreendem.
Quanto ao filme, é longo demais mas tenta dar uma ideia de como tudo aconteceu em Munique nos jogos olímpicos de Verão de 1972, quando um grupo terrorista rapta e assassina onze atletas Israelitas.
Gostei da forma como é apresentado, sem grandes heróis um filme frio e negro que está muito actual ainda que relate acontecimentos do passado. Com homens cheios de medos e ódio a vingar a morte de compatriotas e a comprar o passaporte para a morte pela vingança de outros - “olho por olho dente por dente”.
Eric Bana desempenha o papel de de Avner e fá-lo com grande qualidade, penso que merecia uma nomeação para um Óscar.
Em suma, eu gostei do filme (ainda que longo) e da forma escura como apresenta a violência e a morte, noutro filme qualquer sobre o mesmo tema, teríamos um herói a matar os maus, neste, aparecem-nos homens que matam porque lhe mandam e esperam encontrar uma razão para o que fazem. Matar um terrorista é um acto de terrorismo, toda a gente têm direito a um julgamento.
A grande discussão que tem gerado Munique – se o realizador é a favor ou contra o terrorismo tem uma resposta obvia - nada justifica a morte.

Não percam

08 fevereiro 2006

O desafio do JL




Pronto amigo JL, conseguis-te, mas que fique aqui escrito que eu não dou para esses peditórios, porque nunca me passam recibo para o IRS, adiante…

Estas respostas são mera ficção, se alguém tiver uma vida parecida com a de quem respondeu a isto dirija-se a quem lha deu e peça uma indemnização.

Depois de espancar o GreenSky, consegui extrair-lhe estas respostas, uma vez que ele não queria escrever nada quem vai escrever por ele sou eu, então a saber:

1 – Acreditar : Eu acredito nos políticos, nos padres nos advogados , caçadores, pescadores (mesmo de homens) e outros mentirosos, o meu grande defeito é acreditar “cega mente”.

2 - Preguiça - É um bicho muito bonito que vive pendurado nas arvores. Existe também fora do seu habitat natural em repartições publicas e outros locais de nossa precisão…

3 – Entrega – Todos os dias entrego literaturas ao médicos, eles por sua vez entregam-me esperanças (na maioria das vezes falsas). Também já entreguei cartas (trabalhei para o tal de Neruda) e outras coisas que me fazem falta. Por vezes entrego-me a pensamentos que nem eu compreendo, é o tal alemão.

4 – Perseverante - Se eu soubesse o que significa essa palavra teimava que não respondia e pronto, mas não vou desistir de saber o seu significado e depois quando eu souber falamos, é que eu sou contumaz.

5 - Optimista – Sou pois, por isso é que sou do Sporting.

Vou entalar os seguintes marmelos:

North
Blueshell
Terreiro
Crónicas de Ariana
Fornense


Um abraço

02 fevereiro 2006

O Código Da Vinci - O filme


"O Código Da Vinci" estreia mundialmente a 19 de Maio (em alguns cantos do dia 17), é o filme mais aguardado por mim, espero não ficar desiludido.
O protagonista é Tom Hanks no papel de Robert Langdon, e conta com a companhia dos actores franceses Audrey Tautou e Jean Reno.
A Opus Dei, que ao tentar silenciar o livro com críticas destrutivas onde os seus tentáculos de seita conseguiram chegar, acabou por despertar a curiosidade de muita gente e ajudar a construir um best-seller (mais de 30 milhões de exemplares vendidos no mundo inteiro), o livro é bom mas há muitos bons livros que não vendem tanto.
Voltando à seita, estes já começaram a deitar abaixo o filme, o que me leva a concluir que o realizador Ron Howard e a Columbia Pictures fizeram o bom trabalho... estou a aguardar ansiosamente.

27 janeiro 2006

O Terreiro de Gesso - Um bom filme a não perder

Como o amigo Terreiro achava que eu demoro muito a mudar as postagens, resolveu arranjar-me um post, talvez fora do contexto do que é este blogg, mas que eu vou ter que publicar. As imagens dizem tudo…e podem servir de inspiração para um filme de Mangualdel d' Oliveira.
O nosso amigo, farto de teclar na solidão de um computador arrasta o seu corpo, já um pouco perro pela ferrugem de trinta e tal anitos, junta-se a um grupo de jovens com sangue na guelra e vai participar numa jogatana de bola a céu aberto num piso que actualmente se utiliza muito nos campos da bola exteriores e que prende muito os pés ao chão (igual ao que o JL vai ter na Abrunhosa). Eu, como amigo do Terreiro, tento que ele só ás Terças se meta na aventura de levar com umas bolas no corpo, mas ele insiste que tem força de cavalo e pronto deu nisto. Vale mais ver um bom filme ou escutar boa musica… mas eu nem sou exemplo, também ando lá sempre a tentar empurrar a bola para a frente, espero não ser eu o próximo a ter gesso (ou mármore do melhor) num pé.
Importa salientar que a lesão foi de propósito para ter uns dias para se dedicar a 250% ao blogg e ter a atenção toda da mulher (como uma das imagens documenta).



As melhoras...

21 janeiro 2006

Novo album dos Strokes - Cinco estrelas
















O novo álbum dos Strokes veio confirmar as expectativas que eu tinha sobre a banda.
Formaram-se em Nova Iorque no ano de 1988 e em 2001 editaram o primeiro álbum de originais, “Is This It” que é aclamado pelos críticos da especialidade como um dos melhores do ano. Depois segue-se “Room on fire” em 2003. 3 de Janeiro de 2006 foi a data escolhida para a edição do seu ultimo trabalho, “First Impressions of Earth”. A crítica musical desvaloriza-o, eu pessoalmente considero-o excelente, mas não há como escutar a obra de arte e deixar que os nossos ouvidos façam o julgamento.

Os Strokes, em termos musicais, se lhe quisermos colocar um rotulo, para que na prateleira do supermercado da musica estejam no seu canto, é difícil, mas podemos classifica-los como uns rapazes de rock com uma influencia de pop e puck, he! He! baralhei-vos mesmo, mas é mesmo isso, guitarras a solar durante musica toda uma voz harmoniosa, doce e dura e que por vezes também faz lembrar solos de guitarra e um som composto com naturalidade, fazem com que as musica se encaixem todas na perfeição e basta ouvir sem saber o que é para dizer-mos são os Strokes.

A banda é constituída por :
Nikolai Fraiture (Baixo)
Albert Hammond, Jr. (guitarra)
Julian Casablancas (Vocalista e guitarra)
Nick Valensi (guitarra)
Fabrizio Moretti (Bateria) este fala tuga é filho de mãe brasileira e pai italiano.


Boa semana

13 janeiro 2006

O chincalhão

O chincalhão é um jogo tradicional de cartas que se jogava com bastante afinco na minha aldeia: Guimarães de Tavares.
È dos poucos jogos com cartas onde se pode utilizar o verbo para ludibriar os adversários (e as vezes os parceiros). As fanfarronices como “deixa-os vir para mim que eu sou pé” (tenho um jogo seguríssimo) ou “está a cantar de galo mas não tem jogo nenhum” fazem parte da estratégia do jogo. É o chamaedo jogo falado ou de bluf em lingua america e de cantar de galo em tuga.
Um resumo muito breve das regras é o seguinte:

As equipas são sempre duas, constituídas por dois, três ou quatro elementos. Dão-se três cartas a cada jogador, o primeiro a jogar pode “cantar” para o adversário que está ao seu lado – Seis, o adversário pode aceitar e mandar jogar para seis (podendo falar com todos os companheiros se vão ou não) ou “cantar” – nove (sempre múltiplos de três), quando alguém parar de “cantar” e disser “vamos a jogo” começa a vaza.

A primeira vaza é a mais importante, como dizem os antigos “a primeira vale um carro de milho” porque em caso de empate na ultima jogada os pontos vão para quem fez a primeira,

A carta de maior valor vária conforme o número de jogadores, a saber:

8 Jogadores: Duque de Paus (Zaganito)
6 Jogadores: Dama de Ouros (Douradinha)
4 Jogadores: Valete de Paus (Cavalo)

O valor das outras cartas importantes e por ordem é o seguinte:

Cinco de Ouros
Cinco de Paus
Dama de Espadas (Sota)
Quatro de Paus (Zapt)
Manilha de Copas (Manilhão)
Manilha de Ouros (Manilha)
Ás de Espadas (Mata-ternos)
Ternos
Duques
Restantes figuras

A forma de apontar as vazas também é peculiar, aponta-se em quadrados, sendo cada lado do quadrado equivalente a três pontos, terminando o quadrado com um traço no meio (quinze pontos), dois quadrados perfazem um jogo. Quando de tem vinte sete pontos é obrigatório ir a jogo.

Se na primeira jogada a equipa não quiser ir a jogo, apontam-se três pontos para o adversário. Se a equipa desistir quando se está a “cantar” aponta-se o valor que estava aceite anteriormente, por exemplo: canto “seis” ao meu adversário este aceita e canta “nove” o meu parceiro vê que não temos jogo para nove desiste, apontamos seis para a equipa adversária.

Isto é mais fácil de explicar com uns tintos e uma “punheta” de bacalhau, porque há sempre os truques e os sinais que eu depois posso revelar.

03 janeiro 2006

THE ARCADE FIRE - A minha melhor colheita do ano 2005


Conheci os Árcade Fire através dos U2, não que Bono e Cª sejam meus conhecidos, mas porque gostava muito da música de abertura dos concertos. Após uma aturada investigação descobri o seu nome: Wake up dos Arcade Fire.

O único álbum que conheço dos Árcade Fire chama-se Funeral, o nome deve-se ao facto de na semana das gravações os membros da banda terem ido a vários funerais de familiares, o que, graças ao seu talento criativo, os fez converter a dor em melodias excepcionais.
São uma banda canadiana com um som próximo do indie, mas com uma força nas músicas que ultrapassa qualquer rótulo de estilo musical. Os membros do grupo são: O casal Win Butler e Régine Chassagne, Richard Parry, Tim Kingsbury e Will Butler (irmão de Win), em cumum, para alem de familiares, todos eles conseguem tocar vários instrumentos, com grande talento.
Ao vivo, rezam as crónicas, são apoteóticos, que o digam os felizardos que os viram no festival de Paredes de Coura no Verão do ano passado.



É uma banda que recomendo a quem gostar de boa música.


BOM ANO!

PS - Não tem nada a ver com Árcade Fire, mas só por curiosidade, segundo as velhas lendas perdidas o dia de hoje “arremedava” Agosto, e esteve Sol, o de amanhã “arremeda” Setembro (vamos ver) e assim sucessivamente até dia de Reis (começa a seguir ao Natal).

30 dezembro 2005

Boa Entrada em 2006


Não tenho actualizado este meu Blogg devido a uma avaria técnica no meu computador, estive a instalar o novo VISTA, e correu mal.
Quero, no entanto, desejar um FELIZ 2006 a todos os que passam por este caminho.

BOAS ENTRADAS e que 2006 seja um ano de saúde para ti, sim para ti que estás a ler isto.

UM ABRAÇO e até já!!

23 dezembro 2005

A banda sonora da vida!


Neste dia animado de férias (ufa!), sem chuva, mas com muito frio para andar na rua a trocar dinheiro por embrulhos de alegria, resolvi deixar um desafio aos meus fiéis leitores “blogistas”.

Qual é a musica da vossa vida?

Muito bem!! Aceito mais do que uma, mas nunca mais de vinte.
Procurem no fundo da memória, pois há sempre uma banda sonora na nossa vida. É como nos filmes, uma para as alegrias, outra para as horas de tristezas.

Também aceito que vá mudando ao longo da vida, mas a que eu quero é a conhecer a actual.

Ah! Pois! Eu!? …Eu vou dizer depois…ou vou passar aqui como som de fundo.

Um feliz NATAL para todos!!!

19 dezembro 2005

The Pogues - Estão volta!! iupi!!

Os Pogues, vão reeditar todos os seus álbuns de estúdio. Com esta reedição o carismático vocalista, Shane MacGowan, também vai voltar á banda para alguns concertos no Reino Unido e na Irlanda. A parte mais nobre deste projecto de reedição prende-se com o relançamento do single “Fairytale Of New York” , onde participou Kirsty MacColl, falecida no ano 2000, atropelada por um barco, no México. O lucro das vendas da reedição, vai ser entregue á mãe da Kirsty MacColl, que ainda hoje aguarda uma resposta da justiça mexicana, relativamente á trágica morte da filha. Os Pogues, começaram por se chamar, Pogue Mahone, Beija-me o cu, em tradução livre do gaélico (língua oficial da Irlanda), dizem as más línguas que assinaram o contracto com a editora por dez grades de cerveja irlandesa e umas garrafas de Jamson. O Pogues desde sempre conseguiram misturar o espírito punk com a música tradicional Irlandesa. Shane MacGowan, inspirado pelos Clash, formou a banda punk mais tradicional de sempre em 1982 com um grupo de amigos que sabiam tocar todo o tipo de instrumentos musicais. Na sua longa carreira, a banda tem momentos de um brilhantismo inigualável, assim como, momentos de um total caos, uma espécie de fuga ao futuro.
O dinheiro fugiu sempre deles e o grupo, como os grandes artistas de outras épocas, sempre se preocupou em fazer boas musicas e grandes farras. Tom Waits, define os Pogues num dos seus poemas assim: "Their music is like the brandy of the damned. The last pure hearts from Joyce, Dylan Thomas." Os Pogues são daquelas bandas que ou se gosta ou se odeia, a musica tem total influencia celta, os espíritos que a tocam são puros punks que se movem a néctar de Baco.
Deixo os nome dos álbuns de originais, o ano de edição e a classificação de algumas revistas (para mim são todos excelentes), fica também o nome dos rapazes da banda, a sua formação pouco variou desde o seu inicio em 1982, mesmo o Shane, que saiu expulso pelos colegas para se tratar do seu alcoolismo(eles perderam), de vez em quando tinha a colaboração dos seus velhos companheiros na sua carreira a solo. O espírito do punk acima de todas as tricas das editoras.
Álbuns de estúdio:
1984 - Red roses for me (muito bom)
1985 - Rum, sodomy and the lash (excelente)
1988 - If I Should Fall From Grace With God (excelente)
1989 - Love and hate (bom)
1990 - Hell"s ditch (bom)
(já sem Shane MacGowan)
1993 - Waiting for Herb (fraco)
1996 - Pogue Mahone (médio)
Shane MacGowan – Nasceu a 25 de Dezembro de 1957 em Kent, na Irlanda. – Vocalista e Guitarrista
Spider Stacy (Peter Richard Stacy) – Nasceu a 14 de Dezembro de 1958 em Londres – flauta, Harmónica e Voz.
Terry Woods – Nasceu a 04 de Dezembro de 1947 em Dublin, Irlanda. - Citara, Concertina, Bandolim, Banjo, Voz.
James Fearnley – Nasceu a 09 de Outubro de 1954 em Worsley, Inglaterra. - Acordeão, Piano, Guitarra, Bandolim, Clarinete, etc.
Jem Finer (Jeremy Max Finer) – Nasceu a 25 de Julho de 1955 em Stoke-On-Trent, Inglaterra - Banjo, Hurdy-Gurdy, Mandola, Saxofone, Guitarra, etc.
Philip Chevron – Nasceu a 17 de Junho de 1957 em Dublin, Irlanda - Guitarra, Banjo, Bandolim, Voz.
Andrew Ranken - Nasceu a 13 de Novembro de1953 em Londres - Bateria, Percussão, Harmónica e Voz.
Darryl Hunt – Nasceu a 04 de Maio de 1950 em Hampshire, Inglaterra - Baixo, Percussão, Voz.
Cait O'Riorden – Nasceu a 04 de Janeiro de 1965 na Nigéria (a única mulher da formação original, casou com o Elvis Costello e foi substituída por Darryl Hunt no baixo, os Pogues na grande farra musical que é “fiesta” gozam com os dois, vejam se descobrem onde)

11 dezembro 2005

FUTURAMA – Uma série de animação que nos perspectiva o futuro, cheia de humor

Tudo começa em 1999 (a série também), quando um entregador de pizas, de seu nome Fry, é acidentalmente congelado num laboratório de experiências com criogénio. Mil anos depois é descongelado e mantem ainda os seus 25 anos de idade.

O futuro apresenta os mesmos problemas sociais da actualidade (e do passado), os políticos, a vida, a família, o amor, etc.
No Sec. XXXI o governo oferece aos habitantes cabines de suicídio em cada esquina que são mais baratas do que uma cabine telefónica e podem acabar com o stress.
Antes que o governo lhe consiga colocar um chip da sua futura e passada profissão Fry foge com os dois companheiros de aventuras e começa a trabalhar na Planet Express. O futuro não lhe parece muito diferente dos nossos dias e a adptação é rápida.
Bender, um robot que foi criado para ser dobrador (bender) de vigas para cabines de suicídio, após levar um choque eléctrico tornou-se um revolucionário.
O seu combustível é qualquer bebida alcoólica. Para alem de detestar toda a raça humana, tirando dois ou três humanos por ele exterminava-os todos, também sonha ser cantor popular (talvez num rancho que eu conheço).
Tem obsessão por álcool, cigarro, prostitutas e telenovelas.
O seu nome completo: Bender Unit 22.
Leela é a capitã de uma nave da empresa Planet Express, só tem um olho e detesta homens com mais de cinco.
Tem uns animais de estimação estranhos e é obcecada por homens, o que a leva a cometer alguns erros.
Hubert Farnsworth É cientista e o fundador da Planet Express, uma empresa de correio inter galáctica. Tem 149 anos de idade e entre as suas invenções encontra-se o relógio-da-morte, que serve para saber quanto tempo cada um ainda vai viver, e o cheiroscópio, que serve para sentir os odores dos planetas distantes.
Eu costumo ver todos os dias na Fox ao fim do dia (uma da manhã), penso que também passa na RTP2, saiu uma box com os episódios das primeiras 4 séries mas sem legendas em português.
Vale a pena para que gosta de bom humor, ah! Eu ainda não referi que é dos criadores dos Simpsons.

http://www.imdb.com/title/tt0149460/

03 dezembro 2005

11-M. O 11 de Março em Madrid - O primeiro Livro do Carlos Filipe


O 11 de Março em Madrid é o primeiro livro do meu amigo e colega Carlos Filipe. Nesta primeira obra de ficção, o autor, arrasta-nos para o “interior” de várias pessoas que nesse fatídico dia “pararam no tempo”. O livro é simplesmente divinal, eu li-o em poucos dias, e aconselho-o a toda a gente que goste de um bom livro.

Esta obra é um grito contra o terrorismo, onde o ódio não ganha a sua batalha, porque o autor, com mestria de um génio (nem acredito que é o primeiro livro do Carlos) não deixa que ninguém morra, “salva-os” a todos.
As vidas eram todas diferentes, os sonhos eram os de cada um, o lugar para partir de comboio foi o mesmo, poderiam ter sido outros mas foram eles. Nestes mosaicos de personagens quase todos vão para o mesmo sítio, a memória de quem os perdura no tempo. A carta final tem uma mensagem profunda - enquanto assim quisermos, ninguém nos rouba a vida dos que amamos, o ódio nunca derrota o amor.Um muito obrigado ao Carlos pelo romance, acredito que tens um grande futuro como escritor, porque escreves com alma e consegues transmitir vida própria a personagens que só existem no teu conto, mas que ao lê-las as revejo á minha volta.
Ao ler-te senti vontade de “roubar” o tempo aos terroristas – sejam políticos europeus ou árabes – e deixá-los parados para sempre. Tens a centelha mas infelizmente o tempo não pára, portanto, vai em frente.

Daqui a uns dias vou reler para ver se me escapou alguma coisa (escapa sempre).
Género: Romance
ISBN: 972-8575-93-9
Ano: 2005